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Conheça Cabo Verde, Arquipélago Paradisíaco no Oceano Atlântico

Conheça Cabo Verde,  Arquipélago Paradisíaco no Oceano Atlântico

VENHA DESCOBRIR-SE EM CABO VERDE

COMO CHEGAR: De Lisboa, já que a TAP oferece diversos voos para Cabo Verde. Os aeroportos mais comuns são os da Ilha de Santigo e Ilha do Sal.

COMO SE DESLOCAR: Por ter nada menos que dez ilhas, as únicas formas de se locomover por lá é de avião ou barco. Vale a pena ver qual é mais vantajoso, uma vez que as ilhas nem sempre são próximas umas das outras. Dentro das ilhas, o carro é o transporte mais indicado!

MOEDA: A moeda local é o escudo cabo-verdiano.

LÍNGUA: A língua oficial é o português.

 

Ilha do Sal

A ilha Lunar

Chegar ao Sal é como chegar à Lua, só que uma lua com vista mar. a água é translucida e a sua temperatura amena. A terra é árida, o que por vezes se torna um pouco dececionante. O seu encontro é Santa Maria e a sua extensa praia de areia branca. Assim, o Sal é o local para descansar, relaxar e aproveitar a praia, ou as comodidades do resort. O Sal é a ilha que mais turistas recebe.

Área: 216km2

População: 25765 (2010)

Capital: Espargos

Aeroporto: Espargos

Pontos de Interesse: Praia de Santa Maria, Salinas de Pedra Lume e Buracona.

 

Ilha da Boavista

Amor à primeira vista

Com um areal de perder de vista, mar azul-turquesa e um pequeno deserto. É uma ilha um pouco adormecida, o turismo é menor, o que ajuda a manter a sua autenticidade e os seus recantos inexplorados. A Boavista tem o melhor de dois mundos: um pequeno Sara e praias paradisíacas mesmo ao lado.

Área: 620km

População: 9162 (2010)

Capital: Sal Rei

Aeroporto: Rabil

Pontos de Interesse: Deserto de Viana, Praia das Chaves, Praia de Santa Mónica, Praia do ervatão, Cabo de Santa Maria, Curral Velho, Fundo das Figueiras, João Galego.

 

Ilha de Santiago

A Ilha mais Africana

Berço da nação, foi aqui que começou o povoamento e o crioulo – fruto da mistura dos europeus com os escravos trazidos de africa. É a ilha mais povoada, onde a paisagem é mais diversificada, e se pode ter um cheirinho do que se encontrará nas restantes ilhas. O seu interior é verde e montanhoso. Tem muito para ver, como se houvesse várias ilhas dentro da mesma. A Praia é uma cidade sobrelotada, lá tudo é agitação. São precisos uns dias para nos habituarmos, e começarmos a apreciar o seu centro histórico.

Área: 991km

População: 273.919 (2010)

Capital: Praia

Aeroporto: Praia

Pontos de Interesse: Cidade Velha, Tarrafal, Serra Malagueta, Pico da Antónia, Rui Vaz.

 

Ilha de Maio

A Ilha Esquecida

A Ilha de Maio é um dos segredos mais bem guardados de Cabo Verde. Misteriosamente não é muito conhecida dos turistas, ainda que este paraíso tenha belas praias como Sal e Boavista e mar azul-turquesa. Sendo uma das ilhas mais esquecidas é uma das menos desenvolvidas e frequentadas. Brevemente o desenvolvimento chegará, pois já existem planos de construção de hotéis e condomínios de férias. Mas, enquanto isso esta ilha está literalmente parada no tempo, sendo o destino perfeito para amantes de praia e tranquilidade. Na sua vasta costa de praias de areia branca e desertas, os dias passam lentamente, numa preguiça sem fim.

Área: 269km

População: 6952 (Census 2010)

Aeroporto: Vila do Maio

Pontos de Interesse Obrigatórios:

Ponta Preta, Praia Gonçalo, Calheta, Salina na Vila do Maio, Morrinho.

 

Ilha do Fogo

Ilha do Vulcão

Esta ilha tem um encanto especial, quase magnético. O vulcão adormecido, embora não se saiba até quando. Ergue-se, imponente “A Montanha que ferve” nas palavras do escritor cabo-verdiano Germano Almeida, atravessa as nuvens, num contraste entre branco e negro. Quando o céu está limpo podemos vê-la em todo o seu esplendor, mas na maior parte das vezes esconde-se nas brumas, o que lhe dá uma certa aura de mistério, como se fosse inatingível. E quando chegamos a Chã das Caldeiras, a cratera do vulcão, parece que a terra aumentada de tamanho, na igual proporção em que nós diminuímos. A paisagem é única. Tudo é negro, rios de lava que descem em direção ao oceano. Rios de lava que a cada erupção inundam a paisagem transformando-a a seu bel-prazer. Em contraste, o solo é fértil, como poucos em Cabo Verde.

Na cratera do vulcão vive uma comunidade que, apesar dos avisos e tentativas governamentais de evacuação, insiste em permanecer ali e cultivar os campos, mesmo depois de o vulcão ter dado sinais de vida em 1995, quando o pico mais baixo entrou em erupção. Chã das Caldeiras tem uma personalidade própria e é uma das povoações mais intrigantes do arquipélago.

Do outro lado da ilha, já nos Mosteiros, a cor é outra: encostas verdejantes com eucaliptos, vinhas e o famoso café do fogo. Em Djarfogo, como é conhecida a ilha do fogo, os habitantes primam também pela diferença. A contrastar com o negro da terra, há pessoas louras de olhos azuis e de pele mais clara, fruto de uma grande mestiçagem.

Área: 476 km2

População: 37051 (2010)

Capital: São Filipe

Pontos de Interesse obrigatórios: Chã das Caldeiras, São Filipe e Mosteiros.

 

Ilha da Brava

Ilha das Flores

Como dizem em Cabo Verde, “a Brava é difícil”. Difícil de lá chegar – agora nem tanto, graças ao novo ferry rápido – difícil de sair. Durante muitos anos foi a ilha mais inacessível de todas, e talvez dai venha o seu mistério. Apesar de se ter contruído um aeroporto, a Brava ficou condenada ao isolamento, pois os ventos que sopram tornam as aterragens praticamente impossíveis. E é de barco que se atravessa o canal que separa Fogo desta ilha vizinha. Muitos cabo-verdianos não a conhecem, mas tem no imaginário lendas e histórias que dela se contam. E a verdade é que a ilha mais pequena das ilhas do arquipélago tem um charme próprio. Parece que o mundo não passa por ela. Também é conhecida como a ilha das flores, pois o seu microclima húmido faz crescer hibiscos, buganvílias, acácias e dragoeiros. É uma terra para pessoas sem pressa, que querem mergulhar numa pequena comunidade e sentir a verdadeira hospitalidade típica das aldeias. Beleza não lhe falta, tanto que muitos a compraram à portuguesa vila de Sintra, pela sua paisagem verdejante.

Área: 67 km2

População: 5995 (2010)

Capital: Vila Nova Sintra

Pontos de interesse obrigatório: Vila Nova de Sintra, Furna, Fajã de Água.

 

Ilha de São Vicente

A Ilha da Festa

Sinonimo de festa, de música ao vivo e de boa disposição, São Vicente é uma ilha aberta para o mundo, e parece que o mundo entrou nela com ritmos de morna e passos de coladeira. São Vicente não se visita pela praia, mas pela vida, história e animação que se faz sentir em todas as esquinas. A sua principal cidade, o Mindelo, é cosmopolita e a capital cultural do arquipélago. Nas suas ruas, festeja-se até tarde, é o sítio certo para nos perdermos e descobrirmos cafés com história, bares na Avenida, tocatinas e dançar até ser dia. Sentir o espírito da verdadeira “noite cabo Verdiana”, independentemente da idade, classe social ou cor da pele. O lema dos São Vicentinos é “passa sab morre ca nada”, o que significa que o importante é o momento, ser feliz e aproveitar, o resto não interesse, porque se morrermos, morremos felizes.

São Vicente é a terra natal de Cesária Évora e de tantos outros artistas que levaram a música de Cabo Verde além-fronteiras.  Não é de espantar que receba as 2 maiores festividades, o Carnaval, o mais celebre de Africa, e o festival da Baía das Gatas. O Mindelo repousa com o olhar fixo na sua baía acolhedora, que recebe os visitantes de braços abertos, graças ao Porto Grande e à sua posição geográfica estratégica. Talvez, seja essa a razão porque sentimos que esta seja a cidade Cabo Verdiana onde nos sentimos mais próximos da Europa.

Área: 227km2

População: 76107 (2010)

Capital: Mindelo

Pontos de interesse obrigatório: Mindelo, Baía das Gatas, Monte Verde, Calhau, Praia Grande.

 

Ilha de Santa Luzia

A Ilha Deserta

Santa Luzia é a ilha mais pequena do arquipélago, com apenas 35 km2 e cujo ponto mais alto é o monte Topona, com 395m. Desde 1990 que é considerada património público e uma importante reserva natural do arquipélago. Ao chegar à ilha de barco, a paisagem parece retirada de um quadro. Um monte castanho, areia branca sem fim e o mar azul-turquesa, limpo e cristalino. Se pensava que as praias mais bonitas do arquipélago estavam na Boavista, desengana-se: estão aqui. São praias imaculadas, imensas, sem ninguém. A ilha está dividida em 2 partes, a costa norte é mais escarpada e a zona sul, que corresponde a três quartos da ilha, é um imenso areal. O interior de Santa Luzia alterna entre a aridez e as dunas. Mas aqui encontram-se várias plantas medicinais, para a digestão e prisão de ventre ou o abrolho, planta que “dá força ao homem”. Há também plantas endémicas exclusivas deste local.

Ao longo dos séculos houve várias tentativas de povoar a ilha, mas devido à sua aridez e clima muito seco nunca foi possível e tornou-se um local de pastagem de gado. A sudoeste de Santa Luzia – entre esta ilha e São Nicolau – ficam os ilhéus Raso e Branco. Ambos servem de refúgio a aves raras, entre as quais a calhandra do ilhéu Raso.

Área: 35 km2

População: Deserta

Ponto mais alto: Topona (395km)

 

Ilha de Santo Antão

A Ilha Verde

Sempre ouvimos dizer que Santo Antão era a ilha mais verde de Cabo Verde, uma das poucas que faz jus ao nome do país, mas quando descemos do barco tudo o que vemos à nossa volta é árido e seco. Nada de verde, só castanho. Esta é uma primeira impressão que depressa se apaga quando nos fazemos à estrada em direcção ao Norte. Apercebemo-nos de que afinal é verdade, Santo Antão é verde, montanhosa, com cascatas e as suas míticas ribeiras. É também uma das ilhas mais especiais do arquipélago, não só pela sua paisagem de que nos faz lembrar regiões de Portugal como os Açores ou o Gerês, mas pela simpatia e hostilidade das gentes locais.

Conhecidos por serem dos mais acolhedores, recebem o visitante de braços abertos e, ao segundo dia, é provável que seja convidado para almoçar em casa de alguém ou regressar de um passeio com os braços carregados de papaias e mangas. Santo Antão é também uma ilha para longas caminhadas, mais do que para nadar, pois as praias são de areia preta e o mar bravo. É o sítio ideal para estar em contacto com a Natureza, deixar-se envolver pela paisagem agreste, pelas ravinas do litoral, os vales verdes e ribeiras do interior, embalado pelo som das ondas do mar a bater na rocha negra e apreciar a paz que o envolve. São vários os percursos pedestres por que pode optar. Santo antão é também a ilha da cana-de-açúcar, com enormes plantações, e de grogue. Diz-se que é onde se produz o melhor grogue e ponche do arquipélago.

Área: 779km

População: 43915 (2010)

Capital: Ribeira Grande

Porto: Porto Novo

Pontos de interesse obrigatórios: Paúl, Cova, Ponta do Sol, Ribeira Grande, Tarrafal de Monte Trigo.

 

Ilha de São Nicolau

A Ilha dos Dragoeiros

Nesta ilha verde e montanhosa, o ritmo é lento e contagiante. Parece que o desenvolvimento esta relutante em aqui chegar e com ele os ventos do futuro. Toda a gente se conhece e as pessoas são das mais hospitaleiras do arquipélago, rivalizando com Santo Antão. Como os turistas são uma presença rara, quem chega de fora não se sente diferente. É como se sempre tivesse feito parte do lugar. São Nicolau foi em tempos um importante centro cultural, com a abertura do primeiro liceu do país. Hoje é uma ilha esquecida, agrícola e rural. É também a ilha dos dragoeiros, uma árvore bastante rara e que é considerada fóssil pela sua longevidade.

Área: 334 km2

População: 12817 (2010)

Capital: Ribeira Brava

Porto: Preguiça

Pontos de interesse obrigatório: Ribeira Brava, Parque Natural de Monte Gordo, Tarrafal.

 

In Cabo Verde de Tânia Sarmento